Astronomia & Astrofísica

De Olho no Céu

O universo explicado para todos — notícias e descobertas em linguagem simples.

📷 Imagem da Semana
Webb captura a sinistra Cabeça de Gato na Nebulosa de Carina

Webb captura a sinistra Cabeça de Gato na Nebulosa de Carina

Esta vista em infravermelho médio do Telescópio Espacial James Webb revela estruturas intrincadas na Nebulosa da Cabeça de Gato, traçadas pela emissão de poeira quente e moléculas baseadas em carbono excitadas pela luz estelar. A forma distinta de «cabeça de gato» foi provavelmente esculpida ao longo do tempo pela intensa radiação ultravioleta e pelos ventos de estrelas massivas na Nebulosa de Carina, a cerca de 7 500 anos-luz de distância. O material mais denso do pilar em forma de felino resiste à erosão, pelo menos por agora. O «olho» brilhante pode ser uma estrela jovem ainda envolta em poeira.

Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI; Image Processing: Joseph DePasquale (STScI)
Ao vivoSpaceX: tripla de lançamentos em 13 horas — Crew-13, Transporter-18 e Falcon Heavy NROL-97
Quarto Minguante
Fase atual🌙 Quarto Minguante · 68% iluminada
Próxima faseQuarto Minguante — 02 de nov. de 2026
Próximo eventoChuva de meteoros Leônidas (pico) — 17 de nov. de 2026
Nome cultural do mêsLua do Caçador
Crédito: NASA / Goddard Space Flight Center / Arizona State University
📰 Notícias & Descobertas
10 itens
ESO / Nature Astronomy31 de out. de 2026
Estrela morta e corpos planetários: astrónomos descobrem disco de detritos único que prevê o futuro do Sistema SolarCrédito: ESO/L. Calçada

Estrela morta e corpos planetários: astrónomos descobrem disco de detritos único que prevê o futuro do Sistema Solar

Com o VLT do ESO, os astrónomos encontraram um raro disco duplo de detritos em torno da anã branca J1328-1450, provavelmente moldado por dois planetesimais que sobreviveram à morte da estrela.

Com o auxílio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, os astrónomos descobriram um raro disco de detritos em torno duma estrela morta que nos dá uma ideia do que poderá acontecer ao nosso Sistema Solar. Ao contrário do que se observa em sistemas semelhantes descobertos anteriormente, restos de planetas que outrora orbitavam esta estrela estão organizados num disco duplo, com as duas partes separadas por uma lacuna bastante bastante bem marcada. O disco agora observado parece ter sido moldado por dois corpos planetários, um deles possivelmente do tamanho de Plutão, que sobreviveram à morte violenta da sua estrela hospedeira.

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Universidade de Waterloo / The Astronomical Journal / CCVAlg31 de out. de 2026
Nuvens num planeta de lava desafiam as expetativas dos astrónomosCrédito: CryoDragon Inc

Nuvens num planeta de lava desafiam as expetativas dos astrónomos

O planeta de lava TOI-561 b, observado durante 37 horas pelo James Webb, parece envolto numa atmosfera com nuvens refletoras de silicato — a mesma família de compostos do quartzo e da areia.

Um planeta rochoso de lava, que outrora se pensava ser demasiado extremo para possuir uma atmosfera, parece estar envolto numa atmosfera com uma camada refletora de nuvens de minerais de silicato vaporizados, a mesma família de compostos que constitui o quartzo e a areia.

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NRAO / The Astronomical Journal31 de out. de 2026
O que se esconde nas sombras de Betelgeuse?Crédito: NSF/AUI/NRAO / M. Weiss

O que se esconde nas sombras de Betelgeuse?

Novos dados do VLA e do ALMA mostram que a companheira Siwarha está a perturbar ativamente a atmosfera de Betelgeuse, deixando uma marca observável na sua forma.

A famosa estrela Betelgeuse tem uma hóspede misteriosa - e esta está a fazer "tremer as vigas, a chocalhar os canos e a bater com força nos armários" (metaforicamente falando, claro). Está a causar perturbações atmosféricas tão subtis que mais parece estar a produzir ruídos fantasmagóricos. De quem é a culpa? Novos dados sugerem que a sua estrela companheira, recentemente descoberta, Siwarha, é a responsável por esta "assombração".

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NASA / Centro de Voos Espaciais Goddard / CCVAlg30 de out. de 2026
A missão Swift chega ao fim, deixando para trás uma "mina de ouro" científicaCrédito: Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA

A missão Swift chega ao fim, deixando para trás uma "mina de ouro" científica

O Observatório Neil Gehrels Swift da NASA concluiu a sua missão científica após mais de 21 anos. Realizou a última observação a 20 de outubro e deverá reentrar na atmosfera nas próximas semanas.

O Observatório Neil Gehrels Swift da NASA concluiu a sua missão científica, agora que a nave espacial se encontra a orbitar a menos de 275 quilómetros acima da superfície da Terra. O maior arrasto atmosférico a esta altitude impede que os telescópios do satélite observem de forma constante os seus alvos astronómicos.

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Universidade de Leiden / Astronomy & Astrophysics / CCVAlg30 de out. de 2026
Astrónomos explicam o paradoxo da idade da Nebulosa de OríonCrédito: NASA, ESA, M. Robberto (STScI/ESA) e L. Ricci (ESO)

Astrónomos explicam o paradoxo da idade da Nebulosa de Oríon

Uma colisão estelar há algumas centenas de milhares de anos pode explicar porque os discos "girinos" e a camada de gás da Nebulosa de Oríon parecem muito mais jovens do que as estrelas.

A Nebulosa de Oríon é uma vasta região de formação estelar visível a olho nu. Algumas das jovens estrelas da nebulosa estão rodeadas por discos de gás e poeira, nos quais se formam planetas. A radiação proveniente da estrela massiva central, 1 Ori C1 (Theta-1 Orionis C1), retira gradualmente material desses discos, conferindo-lhes formas que se assemelham a girinos.

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Universidade de Michigan / Universidade Johns Hopkins / Nature Astronomy / CCVAlg30 de out. de 2026
Lançando uma nova luz sobre a "última grande transição de fase do Universo"Crédito: Siyi Wang

Lançando uma nova luz sobre a "última grande transição de fase do Universo"

Observações do Hubble a galáxias starburst próximas mostram que a radiação ionizante escapa antes da formação de ventos de supernova, desafiando a teoria dominante sobre a reionização.

Uma equipa internacional de investigadores, incluindo membros da Universidade de Michigan, revelou resultados surpreendentes que poderão redefinir a nossa compreensão de uma transição fundamental no Universo primitivo.

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Universidade de Warwick / RASTI / CCVAlg20 de out. de 2026
Verde, rosa e roxo: astrónomos revelam as surpreendentes cores reais das anãs brancasCrédito: Mark A. Garlick/Universidade de Warwick

Verde, rosa e roxo: astrónomos revelam as surpreendentes cores reais das anãs brancas

Estudo da Universidade de Warwick mostra que anãs brancas podem parecer verdes, rosas, ciano, amarelas ou roxas. WD J1330+6435 é a primeira estrela credivelmente descrita como verde.

Astrónomos da Universidade de Warwick demonstraram que as anãs brancas podem brilhar numa gama notável de cores, incluindo a primeira estrela alguma vez descoberta que pareceria verde ao olho humano.

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NASA/ESA Hubble / Sci.News19 de out. de 2026
Hubble fotografa a galáxia espiral empoeirada NGC 1827Crédito: NASA / ESA / Michael Jones, California Institute of Technology / Gladys Kober, NASA / Catholic University of America

Hubble fotografa a galáxia espiral empoeirada NGC 1827

O Hubble captou NGC 1827, uma espiral intermédia vista de perfil a ~37 milhões de anos-luz, na constelação de Columba — parte de um levantamento de 260 satélites de galáxias semelhantes à Via Láctea.

Astrónomos que usam o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA captaram uma nova vista de NGC 1827, uma galáxia espiral intermédia vista de perfil na constelação de Columba.

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Universe Today19 de out. de 2026
Mercúrio continuará um enigma até alguém enviar um landerCrédito: NASA/JHUAPL/Carnegie Institution of Washington

Mercúrio continuará um enigma até alguém enviar um lander

Mesmo com a BepiColombo a chegar à órbita, os mistérios centrais de Mercúrio — núcleo de ferro desproporcionado, campo magnético e material de baixa refletância — só se resolvem com uma sonda de aterragem.

Mercúrio continua a ser um dos planetas do Sistema Solar mais elusivos e difíceis de estudar. É mais fácil enviar sondas às luas geladas de Saturno ou de Júpiter, ou mesmo a Plutão, do que aterrar no nosso planeta mais interior.

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Universe Today / Science Advances / NYU18 de out. de 2026
Nova investigação revela como estadias longas no espaço afetam o genoma humanoCrédito: Kanellakopoulos/Zidovska/NYU

Nova investigação revela como estadias longas no espaço afetam o genoma humano

Estudo da NYU com microgravidade simulada mostra que o genoma é robusto após 24 h, mas alterações subtis no volume do núcleo podem amplificar-se em missões longas à Lua e a Marte.

Desde o seu início em 1990, o Projeto Genoma Humano levou a avanços na nossa compreensão da genética. Em abril de 2003, o projeto foi declarado concluído depois de os cientistas terem determinado a sequência dos 3 mil milhões de pares de bases químicas que constituem o ADN humano. Ainda assim, muitas questões permanecem sobre as regras físicas que governam a organização de um genoma. Entre elas está a questão de como a gravidade influencia a vida na Terra, até ao nível mitocondrial.

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🧠 Conceitos & Física
10 artigos
☄️ DescobertaAstronomia · 30 de out. de 2026
Os diversos tipos de eclipses solaresCrédito: Imagem gerada por IA / Microsoft Copilot

Os diversos tipos de eclipses solares

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Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, projetando a sua sombra sobre o nosso planeta. Embora o fenómeno seja simples na sua essência, a geometria da órbita lunar e a forma da Terra produzem quatro tipos distintos de eclipses solares: total, anular, parcial e híbrido.

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☄️ DescobertaAstronomia de posição · 16 de out. de 2026
Precessão dos equinócios: por que as constelações do Zodíaco já não coincidem com os signosCrédito: Imagem criada por IA / Microsoft Copilot

Precessão dos equinócios: por que as constelações do Zodíaco já não coincidem com os signos

☕ 9 min de leitura

Há cerca de 2000 anos o Sol entrava em Áries no equinócio de março. Hoje, no mesmo dia, está ainda em Peixes. A diferença deve-se à **precessão dos equinócios** — o movimento lento do eixo de rotação da Terra.

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☄️ DescobertaAstrofísica estelar · 14 de out. de 2026
Estrelas de neutrões e pulsares: os cadáveres estelares mais extremosCrédito: Imagem gerada por IA / Microsoft Copilot

Estrelas de neutrões e pulsares: os cadáveres estelares mais extremos

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Quando uma estrela massiva esgota o combustível no núcleo, o colapso pode originar uma **estrela de neutrões** — um dos objetos mais densos e extremos do Universo.

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☄️ DescobertaAstrofísica estelar · 12 de out. de 2026
Emissão de corpo negro e a cor visível das estrelasCrédito: Imagem gerada por IA / Microsoft Copilot

Emissão de corpo negro e a cor visível das estrelas

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As estrelas brilham com cores diferentes — do azul-branco de Rigel ao laranja-avermelhado de Betelgeuse. Essa cor não é um “adorno”: é a assinatura térmica da sua superfície, descrita com grande precisão pela **radiação de corpo negro**.

## O que é um corpo negro?

☄️ DescobertaCosmologia · 09 de out. de 2026
Radiação cósmica de fundo: o eco do Big BangCrédito: Imagem gerada por IA / Microsoft Copilot

Radiação cósmica de fundo: o eco do Big Bang

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A **radiação cósmica de fundo em micro-ondas** (CMB, do inglês *Cosmic Microwave Background*) é o eco luminoso do Universo primitivo — a luz mais antiga que conseguimos observar. Preenche todo o céu de forma quase uniforme e constitui uma das peças de evidência mais sólidas a favor do modelo do Big Bang.

## O que é?

☄️ DescobertaSistema Solar · 07 de out. de 2026
Plutão e Caronte: o sistema binário no confim do Sistema SolarCrédito: NASA/JHUAPL/SwRI

Plutão e Caronte: o sistema binário no confim do Sistema Solar

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**Plutão** e a sua maior lua, **Caronte**, formam um dos sistemas mais fascinantes do Sistema Solar exterior. Longe de ser um simples “planeta anão com uma lua”, o par comporta-se como um **sistema binário**: o centro de massa (baricentro) situa-se *fora* de Plutão, no espaço entre os dois corpos.

## Dimensões e órbita

★ ConceitoEstrelas · 05 de out. de 2026
Rigel: a supergigante azul que ilumina OrionCrédito: Wikimedia / domínio público / Roberto Mura (CC BY-SA 4.0)

Rigel: a supergigante azul que ilumina Orion

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**Rigel** (β Orionis) é a estrela mais brilhante da constelação de Orion e uma das mais luminosas do céu noturno. À vista desarmada aparece como um ponto azulado intenso no “pé” do Caçador — e, na verdade, é um sistema múltiplo dominado por uma **supergigante azul** de tipo espectral B8 Ia.

## Propriedades físicas

☄️ DescobertaMeio interestelar · 02 de out. de 2026
A Bolha Local: a cavidade cósmica onde o Sol viveCrédito: Imagem gerada por IA / Microsoft Copilot

A Bolha Local: a cavidade cósmica onde o Sol vive

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O Sol não se move num meio interestelar uniforme. Vive no interior de uma **cavidade de baixa densidade e alta temperatura** conhecida como **Bolha Local** (ou Local Hot Bubble) — uma região de cerca de 300 a 500 anos-luz de diâmetro, preenchida por plasma rarefeito a milhões de graus.

## O que é a Bolha Local?

☄️ DescobertaAtmosfera / Ótica · 29 de set. de 2026
Halos solares: os arco-íris circulares em torno do SolCrédito: Cristiano Andujar / Spaceweather / AstroPT

Halos solares: os arco-íris circulares em torno do Sol

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Os **halos solares** são anéis luminosos, muitas vezes coloridos como arco-íris, que se formam em torno do Sol (ou da Lua). O mais comum é o **halo de 22°** — um círculo cujo raio angular é de cerca de 22 graus a partir do centro do Sol.

## Como se formam?

☄️ DescobertaCosmologia · 28 de set. de 2026
Energia escura: o mistério que acelera a expansão do UniversoCrédito: Imagem gerada por IA / Microsoft Copilot

Energia escura: o mistério que acelera a expansão do Universo

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A **energia escura** é a componente dominante do Universo atual — cerca de 68–70% da densidade de energia total — e é responsável pela aceleração da expansão cósmica descoberta no final dos anos 1990.

## A descoberta

Sobre o projeto

De Olho no Céu recria automaticamente notícias de fontes como NASA, ESA, Space.com e o Centro de Ciência Viva do Algarve, e usa inteligência artificial para reescrever cada descoberta em linguagem acessível — sem fórmulas, sem jargão. Dois artigos conceituais sobre física e astrofísica são publicados todos os dias.